R$ 150 milhões em jogo: Vasco toma nova medida nos bastidores
O Vasco apresentou recurso ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para tentar…

O Vasco apresentou recurso ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para tentar destravar o novo financiamento DIP de até R$ 150 milhões. O clube busca suspender as decisões da 4ª Vara Empresarial que, atualmente, impedem novos endividamentos superiores a R$ 5,9 milhões antes da conclusão de uma auditoria da ICTS Global.

A movimentação não significa que o Vasco esteja pedindo ao Tribunal a liberação automática dos R$ 150 milhões. O objetivo do recurso é retirar a condição que impede que o pedido de financiamento seja analisado imediatamente pela Justiça.
O que o Vascão pediu à Justiça?
No recurso, o Vasco solicita a suspensão da trava financeira de R$ 5,9 milhões. Com isso, novos endividamentos poderiam voltar a ser analisados, desde que respeitadas as autorizações judiciais necessárias.
Outro pedido importante envolve diretamente o novo DIP. O clube quer que a análise do financiamento possa acontecer sem depender previamente da apresentação do relatório da auditoria realizada pela ICTS Global.
O Vasco também apresentou uma alternativa caso seu pedido principal não seja atendido. Nesse cenário, solicita que ao menos seja permitida a análise do financiamento e de uma parcela inicial de R$ 83 milhões.
A auditoria, por sua vez, continuaria normalmente. O recurso mantém ainda a obrigação da 777 Partners de custear integralmente os honorários da ICTS.
Vascão ainda não tem os R$ 150 milhões liberados
Apesar do recurso, é importante diferenciar a tentativa de destravar o processo de uma autorização para receber o dinheiro.
O Vascão não solicitou que o Tribunal aprove automaticamente o empréstimo. Caso a trava seja derrubada, o pedido do DIP poderá ser analisado sem esperar previamente pelo relatório da auditoria. A decisão sobre autorizar ou não o financiamento continuará sob responsabilidade do Juízo da recuperação judicial.
A questão financeira também possui reflexos no planejamento do clube. Pedrinho afirmou recentemente que os R$ 150 milhões pretendidos não seriam destinados somente ao mercado da bola, mas também a compromissos com funcionários, credores e fornecedores.
Agora, o próximo passo está nas mãos do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que analisará o recurso apresentado pela Vasco SAF.
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