Vasco tem R$ 150 milhões bloqueados e gestão entra na mira da Justiça
A Justiça manteve a trava sobre o empréstimo DIP de R$ 150 milhões solicitado…

A Justiça manteve a trava sobre o empréstimo DIP de R$ 150 milhões solicitado pelo Vasco e apresentou questionamentos sobre a gestão financeira da SAF. A decisão é da juíza tabelar Simone Gastesi Chevrand, da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, conforme publicado pelo jornalista Diogo Dantas, de O Globo.

O financiamento continua sem autorização enquanto a Justiça aguarda informações adicionais sobre as contas vascaínas. O DIP não foi rejeitado definitivamente, mas sua análise permanece condicionada ao cumprimento das exigências estabelecidas pelo Juízo.
Por que a Justiça manteve os R$ 150 milhões travados?
Um dos questionamentos envolve a diferença entre as projeções financeiras apresentadas anteriormente e o resultado efetivamente registrado pelo Vasco.
Em julho, o clube havia conseguido autorização para contratar um DIP de R$ 40 milhões diante de uma projeção de insuficiência de caixa. No entanto, segundo a decisão, o período terminou com aproximadamente R$ 15 milhões de superávit.
A magistrada também questionou investimentos previstos para agosto e setembro. Aproximadamente R$ 90 milhões estariam destinados a essa finalidade, enquanto 84% da necessidade emergencial apresentada pelo clube estaria relacionada a investimentos classificados como atípicos na decisão.
Diante desse cenário, a Justiça quer ter uma visão mais detalhada da situação financeira antes de autorizar um novo endividamento de R$ 150 milhões.
Justiça também cobra explicações do Vasco
Outro ponto levantado envolve a prestação de contas do primeiro DIP. A magistrada apontou registros de pagamentos em duplicidade ou triplicidade para escritórios de advocacia e solicitou esclarecimentos.
A decisão, porém, não afirma que esses pagamentos sejam ilegais ou irregulares. O questionamento busca explicações sobre as despesas apresentadas.
Também existe preocupação judicial com a relação entre os financiamentos e o grupo empresarial interessado na aquisição da Vasco SAF. Segundo a avaliação registrada na decisão, o aumento da dívida com o chamado stalking horse poderia interferir na competitividade do processo de venda.
Administrador Judicial, watchdog e gatekeeper foram chamados a prestar esclarecimentos sobre os pontos apresentados pelo Juízo.
Enquanto isso, o DIP de R$ 150 milhões segue travado. O Vasco também tenta modificar a situação no Tribunal, enquanto aguarda o andamento da auditoria e das demais etapas determinadas pela Justiça.
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