O Vasco avança na reformulação de São Januário e estuda formas de iniciar as obras sem depender da venda total do potencial construtivo. O clube trabalha em uma estrutura financeira que inclui parcerias estratégicas e um modelo de financiamento sólido para garantir que o projeto tenha segurança e transparência.
O 2º vice-presidente geral do CRVG, Renato Brito, detalhou em entrevista à VascoTV, canal oficial do clube no YouTube, os planos para o financiamento da obra e esclareceu os prazos para o início da reforma. Segundo ele, ainda não é possível definir uma data exata para o começo das atividades, apesar de a diretoria ter planejado dar início às obras logo após o término da Série A do Campeonato Brasileiro de 2024.
“Definir uma data sem antes resolver a situação do financiamento seria uma irresponsabilidade do nosso lado, mas queremos o quanto antes. Tinha uma expectativa de inaugurar o estádio em 2027, que seria o centenário do estádio, e, talvez, seja possível dependendo do tamanho da obra e velocidade e não descarto.”
O dirigente reforçou que a obra sairá do papel, mas reconheceu que o prazo para execução depende da viabilização financeira. O Vasco espera arrecadar cerca de R$ 500 milhões por meio da venda do potencial construtivo de São Januário, um mecanismo oficializado por uma lei municipal. Embora o clube esteja em negociações para essa captação, ainda não há acordos formalizados.
Siga o Vascaino.Net no YouTube

Vasco quer parceria com banco de investimentos
Uma das principais estratégias para viabilizar o projeto envolve parcerias com um banco de investimentos e uma grande empresa do setor de entretenimento e negócios, que manifestou interesse no projeto. Essa parceria visa maximizar a exploração comercial do estádio, tornando-o sustentável financeiramente. Além disso, o clube contratou uma consultoria especializada para elaborar o planejamento estratégico da arena.
Para garantir a correta utilização dos recursos arrecadados, o Vasco precisa constituir uma Sociedade de Propósito Específico (SPE). Essa estrutura jurídica, exigida por lei, assegura que o dinheiro captado seja exclusivamente destinado à obra. Segundo Renato Brito, o estatuto da SPE já está 90% concluído e passará por aprovação do Conselho Deliberativo e da Assembleia Geral de Sócios.
Após a conclusão da reforma e a obtenção do habite-se, a SPE será encerrada, e a gestão do estádio ficará sob responsabilidade de uma nova empresa, vinculada a um fundo de investimento regulado pela CVM. Esse modelo trará governança, transparência e segurança financeira ao projeto, além de permitir uma gestão profissionalizada do estádio.
O clube também busca diversificar suas fontes de receita para evitar depender exclusivamente da venda do potencial construtivo. Entre as alternativas estão a comercialização de camarotes, cadeiras cativas, direitos de nome, publicidade e realização de eventos. Além disso, há possibilidades como antecipação de receitas, tokenização do potencial construtivo e emissão de certificados de recebíveis imobiliários.
Com essa estratégia, o Vasco pretende garantir que a reforma de São Januário ocorra de forma estruturada e sustentável, evitando riscos financeiros e assegurando um modelo de gestão eficiente para o futuro do clube.
Leia mais:
Veja mais notícias do Vasco, acompanhe os jogos, resultados e classificação além da história e títulos do Clube de Regatas Vasco da Gama.