Justiça bate o martelo sobre pedido de R$ 150 milhões do Vasco
A Justiça manteve a exigência que impede, neste momento, a análise para liberação do…
A Justiça manteve a exigência que impede, neste momento, a análise para liberação do novo DIP de R$ 150 milhões solicitado pelo Vasco. Em decisão assinada nesta sexta-feira (21) pela juíza tabelar Simone Gastesi Chevrand, da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, ficou mantida a necessidade de apresentação de um relatório sumário da auditoria independente.
Isso significa que o financiamento não foi rejeitado definitivamente, mas continua sem autorização na primeira instância. Paralelamente, o Vasco tenta modificar o cenário no Tribunal, onde há recurso sob relatoria do desembargador Cesar Cury.

Por que a Justiça ainda não liberou os R$ 150 milhões?
Um dos pontos destacados pela magistrada envolve as projeções financeiras apresentadas anteriormente pelo Vasco. Em julho, o clube recebeu autorização para contratar um DIP de R$ 40 milhões após indicar risco de insuficiência de caixa.
Segundo a nova decisão, entretanto, aquele mês terminou com aproximadamente R$ 15 milhões de superávit, levando o Juízo a questionar as projeções utilizadas para justificar a necessidade dos recursos.
Também entraram na análise quase R$ 90 milhões em investimentos previstos entre agosto e setembro. Conforme a decisão, 84% da necessidade emergencial apresentada estaria relacionada a investimentos considerados atípicos, o que provocou questionamentos sobre a urgência desses gastos.
Outro ponto analisado é a ligação entre os financiamentos e o grupo empresarial que apresentou proposta vinculante para adquirir participação na Vasco SAF. A preocupação registrada é que outro potencial comprador possa encontrar a empresa com aproximadamente R$ 270 milhões em dívidas perante o stalking horse, afetando a competitividade do processo de venda.

Justiça pede esclarecimentos sobre DIP anterior
A magistrada ainda levantou questionamentos sobre a prestação de contas do financiamento anterior. A decisão menciona pagamentos em duplicidade ou triplicidade destinados a escritórios de advocacia e solicita explicações sobre essas despesas.
O documento, porém, não declara que houve irregularidade ou ilegalidade nesses pagamentos.
Administrador Judicial, watchdog e gatekeeper terão 48 horas para prestar esclarecimentos sobre diferentes pontos apresentados na decisão.
O próximo passo na primeira instância depende do atendimento às exigências judiciais, incluindo o relatório da auditoria independente. Ao mesmo tempo, o Vasco aguarda o andamento do recurso no Tribunal para tentar destravar o DIP de R$ 150 milhões.
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