Vasco pode enfrentar pedido de falência se empréstimo não for liberado
O Vasco pode enfrentar novos problemas em seu processo de recuperação judicial caso não…

O Vasco pode enfrentar novos problemas em seu processo de recuperação judicial caso não consiga a liberação do empréstimo de R$ 150 milhões negociado pela Vasco SAF com a Almirante Participações. Segundo informações do UOL Esporte, credores podem questionar a continuidade da recuperação e, em um cenário de descumprimento das obrigações, até apresentar pedidos de falência.
Neste momento, porém, o risco de falência é considerado prematuro. A possibilidade ganharia força caso a ausência dos novos recursos provoque atrasos em salários, pagamentos aos credores ou outras obrigações previstas no plano de recuperação judicial.
Vasco corre risco de ter falência pedida?
Ao UOL, o advogado Henrique Fragoso, que representa 53 credores trabalhistas no processo contra o Cruz-Maltino, explicou que eventuais descumprimentos podem provocar uma reação dentro da recuperação judicial.
“O descumprimento das obrigações fará com que muitas pessoas questionem o andamento da recuperação judicial. Haverá pessoas pedindo a falência. É prematuro chegar a esse ponto agora, mas haverá um desgaste processual grande”
A declaração é importante para dimensionar o estágio atual da situação. Não existe, a partir das informações apresentadas, uma falência decretada ou um cenário inevitável nesse sentido. O alerta está relacionado às possíveis consequências caso o Vasco deixe de cumprir obrigações financeiras.
Segundo a apuração de Fábio Lázaro, do UOL Esporte, o clube possui recursos em caixa para cumprir seus compromissos somente até 31 de agosto. A partir de setembro, seria necessária a entrada de novos recursos para manter os pagamentos previstos.
Empréstimo de R$ 150 milhões vira ponto decisivo
A operação negociada com a Almirante Participações envolve R$ 150 milhões e passou a ocupar papel importante no planejamento financeiro da SAF. Sem a liberação, o Vasco precisará encontrar alternativas para obter recursos e evitar o descumprimento das obrigações.
O caso também exige cautela na interpretação. O que existe atualmente é um risco apontado por representante de credores caso ocorram futuros descumprimentos, e não um pedido de falência já apresentado ou uma decisão determinando esse caminho.
Com a proximidade do fim de agosto, o próximo passo será acompanhar a situação do empréstimo e quais alternativas financeiras poderão ser adotadas pelo Vasco caso os R$ 150 milhões não sejam liberados.
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