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Vasco entra no radar de movimento que tenta adiar punições do Fair Play Financeiro

Clubes das Séries A e B estão se articulando para tentar ampliar o período…

Por Breno Siqueira · 3 min de leitura
elenco Fotos: Matheus Lima/Vasco.
elenco Fotos: Matheus Lima/Vasco.
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Clubes das Séries A e B estão se articulando para tentar ampliar o período de adaptação às regras do Fair Play Financeiro, iniciativa que pode ter impacto direto também no Vasco, que atravessa um processo de reorganização financeira e recuperação judicial.

O movimento é liderado pelo Santos e pretende levar à Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) um pedido para que as punições relacionadas a dívidas anteriores a 2026 sejam postergadas até novembro de 2028 ou, ao menos, até o fim de 2027.

Pelas regras atuais, débitos anteriores a janeiro de 2026 precisam estar com suas parcelas em dia até 30 de novembro de 2026. Isso não significa quitar todo o passivo até essa data, mas regularizar os pagamentos previstos.

Vasco acompanha tema que pode mexer com clubes endividados

Embora não haja, nas informações disponíveis, confirmação de que o Vasco esteja entre os clubes que formalizarão o pedido, o debate interessa diretamente ao Cruz-Maltino.

O Vasco atravessa uma profunda reestruturação financeira e possui obrigações históricas tratadas dentro de seu processo de recuperação judicial. Paralelamente, o clube avança nas etapas para a transferência de 90% da SAF para a Almirante Participações, operação que também está sob análise da ANRESF em outra frente, relacionada a possível conflito de propriedade.

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O Fair Play Financeiro brasileiro estabelece diferentes mecanismos de controle, incluindo dívidas em atraso, equilíbrio operacional, custos do elenco e endividamento. Para obrigações anteriores a 2026, foi criado justamente um período de transição.

Agora, parte dos clubes considera esse prazo insuficiente diante do tamanho dos passivos acumulados no futebol nacional.

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Clubes querem mais tempo antes das punições

De acordo com as informações divulgadas, dirigentes favoráveis à mudança argumentam que 11 meses de adaptação seriam insuficientes para reorganizar dívidas históricas que chegam à casa dos bilhões quando considerados os clubes brasileiros em conjunto.

A preocupação é que uma tentativa de regularização acelerada possa gerar uma cadeia de novos atrasos.

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Os clubes também colocam no debate os possíveis efeitos financeiros das recentes mudanças envolvendo o mercado de apostas esportivas. A dependência desse setor é relevante: antes das alterações recentes, estimava-se que as bets movimentavam aproximadamente R$ 1 bilhão por ano somente em patrocínios de camisa na Série A.

O Cuiabá, segundo as informações divulgadas, posiciona-se contra a tentativa de ampliar o prazo.

Punições podem chegar a medidas esportivas

O assunto preocupa porque o sistema brasileiro não prevê apenas advertências.

O regulamento estabelece mecanismos que podem resultar, conforme a infração e o processo aplicável, em consequências financeiras e esportivas. O modelo já contempla, por exemplo, multas, restrições relacionadas a transferências e perda de pontos.

Para o Vasco, o Fair Play Financeiro já deixou de ser apenas uma discussão distante. A ANRESF atualmente analisa a estrutura relacionada à negociação da SAF com Marcos Lamacchia e chegou a impor medidas cautelares específicas enquanto verifica possível conflito de propriedade. A abertura desse procedimento, porém, não representa conclusão de que exista irregularidade.

Agora, com clubes tentando ampliar a transição das regras sobre dívidas antigas, o debate ganha uma nova dimensão e poderá ser especialmente relevante para equipes que ainda carregam passivos elevados.

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