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Falência do Vasco? Entenda o risco envolvendo R$ 150 milhões

O Vasco vive dias decisivos fora de campo enquanto aguarda uma definição da Justiça…

Por Debora Cordeiro · 3 min de leitura
Pedrinho Fotos: Dikran Sahagian/Vasco.
Pedrinho Fotos: Dikran Sahagian/Vasco.
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O Vasco vive dias decisivos fora de campo enquanto aguarda uma definição da Justiça sobre o empréstimo de até R$ 150 milhões negociado com a Almirante Participações, empresa de Marcos Lamacchia. A operação é considerada importante pelo clube para garantir liquidez e cumprir compromissos financeiros no curto prazo.

Saf Vasco
Foto: Vasco

Segundo informações da RTI Esporte, o financiamento foi apresentado como DIP, modalidade utilizada durante processos de recuperação judicial para obtenção de recursos destinados à manutenção das atividades. A liberação, porém, ainda depende de autorização judicial.

Vasco pode ter falência pedida?

O cenário exige uma distinção importante: não existe uma decretação de falência do Vasco e a eventual rejeição do empréstimo não provocaria automaticamente a falência do clube.

O risco entra no debate porque, sem liquidez suficiente, o Vasco pode enfrentar dificuldades para cumprir obrigações previstas na recuperação judicial. Credores poderiam reagir a eventuais inadimplências, aumentando a pressão sobre o processo.

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Marcos Lamacchia e Mario Junqueira, da Almirantes ao lado de Admar Lopes e Felipe Loureiro (Foto: Reprodução)

De acordo com a reportagem, documentos do processo indicam que o caixa estaria garantido somente até o fim de agosto. Sem a entrada de novos recursos em setembro, compromissos como salários, encargos trabalhistas, fornecedores e pagamentos previstos no plano de recuperação podem ser afetados.

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Por que os R$ 150 milhões são tão importantes?

O Vasco argumenta que o financiamento ajudaria a manter o funcionamento do clube e dar previsibilidade ao fluxo de caixa enquanto a recuperação judicial segue em andamento.

Pedrinho situação do Vasco Fotos: Dikran Sahagian/Vasco.
Pedrinho situação do Vasco Fotos: Dikran Sahagian/Vasco.
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A Justiça, por outro lado, analisa os impactos de adicionar um novo endividamento à estrutura financeira vascaína e também a relação da operação com a possível venda da SAF para Marcos Lamacchia.

A Almirante Participações já emprestou R$ 40 milhões ao Vasco em julho, em uma operação autorizada judicialmente. Caso Lamacchia assuma a SAF, esse montante poderá ser descontado do investimento previsto. Se a aquisição não acontecer, a obrigação financeira permanece.

Além disso, em outubro de 2025, o Vascão recebeu outros R$ 80 milhões da Crefisa, empresa de José Roberto Lamacchia.

Agora, a expectativa está concentrada na decisão judicial sobre os novos R$ 150 milhões. Para o Vasco, a operação representa uma fonte relevante de liquidez; para a Justiça, é necessário avaliar se o financiamento preserva o clube sem ampliar de maneira inadequada sua exposição financeira.

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