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Vasco e 777 fecham acordo histórico e decisão muda futuro da SAF

O Vasco e a 777 Carioca LLC chegaram a um acordo no procedimento arbitral…

Por Debora Cordeiro · 3 min de leitura
Pedrinho Fotos: Dikran Sahagian/Vasco.
Pedrinho Fotos: Dikran Sahagian/Vasco.
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O Vasco e a 777 Carioca LLC chegaram a um acordo no procedimento arbitral que discutia as divergências entre as partes. A antiga controladora declarou formalmente à Justiça que não se opõe à venda de 90% das ações da nova SAF cruz-maltina, eliminando um importante obstáculo para o processo de mudança de controle.

Vasco 777 Foto: Reprodução
Vasco 777 Foto: Reprodução

A manifestação foi apresentada conjuntamente pelo Club de Regatas Vasco da Gama, Vasco SAF e 777 Carioca LLC no processo de recuperação judicial. Segundo o documento, as controvérsias discutidas na Câmara FGV de Mediação e Arbitragem foram solucionadas de maneira consensual.

A medida não significa que os 90% da SAF já tenham sido vendidos. O que aconteceu foi a retirada da oposição da 777 ao processo que permitirá essa transferência.

O que muda com o acordo entre Vasco e 777?

O entendimento tem impacto direto sobre a reorganização societária planejada pelo Vasco.

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No documento apresentado à Justiça, a 777 informou que não se opõe aos termos do Plano de Recuperação Judicial, à criação de uma nova SAF por meio da transferência dos ativos esportivos da atual companhia e à formação da chamada UPI Equity.

Essa UPI será composta por 90% das ações da nova SAF e será objeto de um processo competitivo para encontrar o novo controlador.

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A 777 também concordou em não se opor à realização e conclusão desse processo nem à transferência das ações para o investidor que sair vencedor.

Além disso, a empresa informou que desistirá dos incidentes e recursos relacionados à recuperação judicial, assim como das pretensões apresentadas nesses procedimentos.

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Venda de 90% da SAF ainda tem etapas pela frente

Apesar da importância do acordo, a venda da SAF ainda não está concluída.

A Justiça já publicou o edital que estabelece as condições do processo competitivo para alienação dos 90% da nova SAF. A proposta apresentada pelo grupo de Marcos Lamacchia serve como referência mínima para a disputa, mas outros interessados podem participar.

Também existem outras análises em andamento. Administração Judicial, Watchdog e Gatekeeper solicitaram prazo até sexta-feira (4) para apresentar uma manifestação conjunta à Justiça sobre riscos, soluções e alternativas relacionados à operação.

O acordo com a 777, portanto, representa um passo relevante para destravar a reorganização do futebol vascaíno, mas não deve ser confundido com a conclusão da venda para um novo investidor.

Depois de anos de disputas envolvendo a antiga controladora, o Vasco consegue retirar uma barreira importante e avançar no processo que poderá definir quem ficará com 90% da nova SAF.

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