Alívio no Vasco! Clube paga dívida e afasta risco de transfer ban
O Vasco efetuou nesta segunda-feira (31) o pagamento da primeira parcela do plano coletivo…

O Vasco efetuou nesta segunda-feira (31) o pagamento da primeira parcela do plano coletivo aprovado pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), órgão ligado à CBF. Com a movimentação, o clube afasta o risco imediato de sofrer um transfer ban previsto em caso de descumprimento da decisão.
Para conseguir realizar o pagamento, a diretoria contraiu um empréstimo de aproximadamente R$ 5 milhões com a Almirante Participações, empresa de Marcos Lamacchia.
Os pagamentos aos credores estão sendo realizados ao longo desta segunda-feira, data limite para que o Vasco comprove a quitação perante a CNRD.

Por que o Vasco corria risco de transfer ban?
A CNRD havia homologado, em 10 de agosto, um plano para organizar o pagamento das dívidas do Vasco com diferentes credores.
A determinação previa que o clube quitasse em 25 de agosto os valores correspondentes aos meses de janeiro a agosto de 2026. O Vasco tinha ainda cinco dias após o vencimento para comprovar os pagamentos nos autos.
Esse prazo termina justamente nesta segunda-feira.
Com o pagamento realizado, o risco imediato de aplicação do transfer ban é afastado, embora a CNRD ainda tenha de analisar se o procedimento ocorreu de acordo com as condições homologadas.

Vasco tem mais de R$ 110 milhões em dívidas na CNRD
A situação envolve valores significativos. O Vasco possui mais de R$ 110 milhões em dívidas distribuídas em três planos coletivos discutidos na CNRD.
Pelo acordo, o clube terá de pagar R$ 15 milhões por ano, além de destinar 10% da receita bruta obtida com premiações de competições organizadas pela CBF e pela Conmebol para a quitação das obrigações.
Os valores também serão corrigidos anualmente pelo IPCA.
O pagamento acontece enquanto o Vasco enfrenta outro ponto importante de sua situação financeira. A SAF ainda aguarda uma definição judicial relacionada ao empréstimo DIP de R$ 150 milhões.
O clube vinha alertando para a necessidade de obter recursos para cumprir compromissos de curto prazo. Nesse contexto, o empréstimo de aproximadamente R$ 5 milhões com a Almirante Participações permitiu atender à obrigação junto à CNRD e evitar, neste momento, uma sanção que poderia impedir o registro de novos jogadores.

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