Venda da SAF do Vasco ganha novo capítulo e bastidores animam
O Vasco mantém confiança na conclusão da venda de sua SAF para Marcos Lamacchia,…

O Vasco mantém confiança na conclusão da venda de sua SAF para Marcos Lamacchia, mesmo após a abertura de um procedimento pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf). Segundo informações do ge, dirigentes e advogados envolvidos na operação consideram que existem alternativas para adequar o negócio às exigências regulatórias.

A investigação foi instaurada para verificar um possível conflito de propriedade. Lamacchia é enteado de Leila Pereira, atual presidente do Palmeiras, situação que levou a agência a analisar se a estrutura planejada poderia representar influência significativa sobre dois clubes participantes da mesma competição.
Por que o Vasco acredita que a venda será concluída?
Representantes de Lamacchia já mantêm contatos com integrantes da Anresf e apresentaram previamente a estrutura empresarial projetada para a aquisição da SAF. A posição dos envolvidos é de disposição para realizar eventuais mudanças solicitadas pelo órgão regulador.

O advogado André Sica, que participa da negociação, demonstrou confiança:
“A operação vai acontecer, é importante que se diga. Ela vai acontecer.”
Internamente, dirigentes vascaínos compartilham do otimismo. Um dos caminhos previstos no próprio regulamento da Anresf é a criação de um blind trust, mecanismo pelo qual determinados ativos ficam sob controle independente, sem influência direta do proprietário.
No cenário envolvendo o Vasco, essa estrutura poderia funcionar durante um período determinado, considerando que o mandato de Leila Pereira na presidência do Palmeiras termina em dezembro de 2027.
Investigação ainda não significa veto à SAF
Apesar da confiança nos bastidores, a venda ainda não está concluída nem aprovada pela Anresf. O procedimento aberto pela agência está em fase de análise e não representa julgamento antecipado sobre a operação. A previsão informada é de que a avaliação dure aproximadamente um mês.

Enquanto o processo estiver em andamento, medidas cautelares atingem o Vasco. O clube está temporariamente impedido de manter determinadas relações comerciais com Palmeiras e Crefisa, incluindo operações envolvendo jogadores e novos empréstimos da instituição financeira.
O financiamento DIP de R$ 150 milhões, por outro lado, não está incluído nessa restrição específica, já que a operação está relacionada à Almirante Participações.
Assim, o cenário combina otimismo interno com pendências regulatórias importantes. Dirigentes e representantes de Lamacchia acreditam que eventuais exigências poderão ser atendidas, mas a conclusão da venda ainda depende das etapas necessárias para aprovação da operação.
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