A decisão de Renato Gaúcho de ficar no Rio de Janeiro enquanto o Vasco estreava na Copa Sul-Americana pode ter consequências sérias. A entidade sul-americana abriu um expediente disciplinar para apurar a conduta do treinador, que não integrou a delegação cruz-maltina na viagem a Buenos Aires para o empate em 0 a 0 com o Barracas Central, na última terça-feira. Na beira do gramado, quem comandou a equipe foi o auxiliar Marcelo Salles.

A base legal do processo está no artigo 11 do Código Disciplinar da Conmebol, voltado aos “princípios de conduta”. Entre os comportamentos que podem configurar infração, o regulamento cita ações que violem padrões mínimos de comportamento aceitável no esporte, atitudes que possam desacreditar o futebol ou a própria entidade, além de condutas que, de qualquer forma, insultem ou exponham negativamente a Conmebol e suas autoridades.

O caso já havia gerado ruído antes mesmo da abertura do expediente. Atletas do Barracas Central estranharam publicamente a ausência do treinador, e o episódio ganhou repercussão na imprensa argentina. Agora, com a Conmebol formalmente envolvida, Renato e o Vasco aguardam o desenrolar do processo disciplinar, que pode resultar em sanções ao técnico.

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