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Fla-Flu entra na Justiça e tenta barrar Vasco x Boca no Maracanã

A Fla-Flu Serviços S.A., concessionária responsável pela administração do Maracanã, apresentou manifestação à Justiça…

Por Breno Siqueira · 3 min de leitura
Vasco da Gama- (jogo 2) - Maracanã. Fotos: Matheus Lima/Vasco.
Vasco da Gama x Fluminense - Copa do Brasil - Oitavas de Final (jogo 2) - Maracanã. Fotos: Matheus Lima/Vasco.
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A Fla-Flu Serviços S.A., concessionária responsável pela administração do Maracanã, apresentou manifestação à Justiça contra o pedido que busca garantir o estádio para Vasco x Boca Juniors, marcado para 20 de outubro, pela volta da semifinal da Copa Sul-Americana.

No Agravo de Instrumento nº 3030820-38.2026.8.19.0000, a concessionária pediu à desembargadora Rose Marie Pimentel Martins que não conceda a tutela recursal solicitada para viabilizar a partida no Maracanã.

Entre os principais argumentos apresentados estão a situação do gramado, o calendário de outubro e a alegação de que outros pedidos também foram recusados.

elenco Fotos: Matheus Lima/Vasco.
elenco Fotos: Matheus Lima/Vasco.

Fla-Flu nega perseguição ao Vasco

Na manifestação, a concessionária sustenta que a negativa ao Vasco foi “pontual e tecnicamente amparada” e rejeita a existência de tratamento discriminatório.

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Como argumento, afirma que o Cruz-Maltino utilizou o Maracanã seis vezes desde abril de 2025 e que as recusas mais recentes ocorreram pela necessidade de recuperação do campo.

A Fla-Flu Serviços também apresentou manifestações técnicas da Greenleaf Gramados, empresa responsável pela manutenção do gramado.

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Segundo a argumentação apresentada ao Judiciário, o campo recém-implantado ainda estaria passando por um processo de enraizamento. Por isso, seria necessário preservar as janelas de recuperação previstas para outubro.

A concessionária sustenta que nenhum novo evento esportivo deveria ser acrescentado ao calendário do estádio em 2026.

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Flamengo também teve pedidos negados, diz concessionária

Outro ponto utilizado para contestar uma possível discriminação envolve o próprio Flamengo.

De acordo com a manifestação, o clube também recebeu duas negativas para utilizar o Maracanã: uma relacionada a um jogo comemorativo dos 45 anos do título mundial e outra para o tradicional Jogo das Estrelas, de Zico.

Segundo a Fla-Flu, as recusas aconteceram em 4 e 21 de setembro, antes do pedido vascaíno para enfrentar o Boca.

A concessionária utiliza esses episódios para sustentar que as restrições não seriam direcionadas especificamente ao Vasco.

Também argumenta que adicionar a semifinal da Sul-Americana ao calendário resultaria em três partidas no intervalo de cinco dias, prejudicando o planejamento de recuperação do gramado.

Consórcio aponta Nilton Santos como alternativa

No campo jurídico, a defesa argumenta que a previsão de isonomia existente no contrato de concessão não representaria um direito irrestrito de utilização do Maracanã quando existirem justificativas técnicas para uma negativa.

A Fla-Flu também contesta a urgência do pedido ao afirmar que Vasco x Boca poderia ser realizado no Estádio Nilton Santos, citado na manifestação como alternativa para o confronto.

Esse é o posicionamento apresentado pela concessionária e não significa que o estádio esteja definido ou disponível para receber a semifinal.

Enquanto a disputa judicial continua, o Vasco trabalha paralelamente para conseguir realizar a partida em São Januário. O clube já obteve aval do Corpo de Bombeiros para uma capacidade de 24.155 torcedores, sendo 4 mil visitantes, mas ainda depende de outras autorizações.

Assim, a definição do palco de Vasco x Boca permanece aberta, agora com um novo capítulo da disputa judicial pelo Maracanã.

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