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Autor de ação rebate Fla-Flu e cobra decisão urgente sobre Vasco x Boca

A disputa pelo Maracanã para Vasco x Boca Juniors ganhou um novo capítulo nesta…

Por Breno Siqueira · 3 min de leitura
Vasco; Copa do Brasil, São Januário
Foto: Dikran Sahagian/Vasco
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A disputa pelo Maracanã para Vasco x Boca Juniors ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (2). O autor da ação popular respondeu à manifestação apresentada pela Fla-Flu Serviços S.A. e voltou a solicitar uma decisão urgente da desembargadora Rose Marie Pimentel Martins.

A defesa questiona justamente a justificativa técnica apresentada pela concessionária para não disponibilizar o estádio ao Vasco no dia 20 de outubro, pela partida de volta da semifinal da Copa Sul-Americana.

Segundo a petição, documentos juntados pela própria administradora levantariam dúvidas sobre os argumentos relacionados à preservação do gramado.

Torcida do Vasco vê jogador atuar por Copa do Mundo
Foto: Dikran Sahagian

Autor questiona calendário apresentado pelo Consórcio

Um dos principais pontos levantados envolve o calendário elaborado pela Greenleaf Gramados, empresa responsável pela manutenção do campo.

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Segundo a manifestação do autor, a programação apresentada prevê sete partidas no novo gramado em um intervalo de apenas 20 dias.

A petição destaca especificamente que Flamengo x Atlético-MG e Fluminense x Internacional estariam separados por somente dois dias.

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Vasco x Boca, marcado para 20 de outubro, também ficaria em uma sequência apertada, com partidas previstas para os dias 18 e 22.

Com isso, o autor argumenta que os próprios documentos apresentados pela Fla-Flu Serviços colocariam em dúvida a justificativa utilizada para negar a partida do Vasco.

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Essa é, porém, a argumentação apresentada pelo autor da ação. Caberá ao Judiciário avaliar se os documentos efetivamente enfraquecem ou não a justificativa técnica da concessionária.

Torcida do Vasco. Fotos: Dikran Sahagian/Vasco.

Classificação de Vasco x Boca também é contestada

Outro ponto destacado na resposta envolve uma nota técnica datada de 2 de outubro.

Segundo a petição, o documento teria classificado a semifinal entre Vasco e Boca como “evento festivo”.

O autor sustenta que a expressão teria sido reaproveitada de documentos anteriormente relacionados a partidas comemorativas, questionando sua utilização para uma semifinal oficial de competição organizada pela Conmebol.

A Fla-Flu Serviços havia informado anteriormente que o Flamengo também teve solicitações recusadas, incluindo um jogo comemorativo pelos 45 anos do título mundial e o tradicional Jogo das Estrelas, de Zico.

A concessionária utilizou esses exemplos para contestar a alegação de tratamento discriminatório contra o Vasco.

Decisão é cobrada antes de prazo da Conmebol

A manifestação também sustenta que o contraditório já estaria estabelecido porque a concessionária ingressou espontaneamente no processo e apresentou 29 páginas de argumentos contra a concessão da liminar.

Diante disso, o autor voltou a solicitar uma decisão monocrática imediata da desembargadora Rose Marie Pimentel Martins.

A intenção é conseguir uma definição antes do prazo relacionado à indicação do estádio para a Conmebol.

Enquanto a disputa pelo Maracanã continua na esfera judicial, o Vasco trabalha paralelamente para viabilizar São Januário. O clube já conseguiu aval do Corpo de Bombeiros para elevar a capacidade para 24.155 torcedores, incluindo 4 mil visitantes, mas ainda depende de outras autorizações.

Por enquanto, portanto, não existe decisão judicial definitiva garantindo o Maracanã para Vasco x Boca, e o estádio da partida de volta da semifinal permanece em aberto.

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