O ambiente nos bastidores do Vasco envolve mais do que apenas Marino Hinestroza. Outros atletas colombianos do elenco, como Andrés Gómez, Cuesta e Johan Rojas, também teriam ficado incomodados com algumas situações relacionadas ao técnico Renato Gaúcho ao longo da temporada.
De acordo com o GE, o desconforto começou a ganhar força ainda em abril, após a derrota por 2 a 1 para o Botafogo. Na ocasião, ao comentar a fase de Hinestroza, Renato citou as dificuldades de adaptação de jogadores colombianos e equatorianos ao futebol brasileiro, especialmente em aspectos táticos. O treinador também revelou que, em experiências anteriores, costumava aprovar a contratação de atletas dessas nacionalidades apenas quando eles já possuíam passagem por clubes do Brasil.
As declarações repercutiram internamente e não tiveram boa aceitação entre os jogadores do elenco, que mantêm uma relação próxima com os quatro colombianos. Apesar disso, o episódio não foi tratado como um caso isolado, já que outras manifestações públicas do treinador também teriam causado incômodo em determinados momentos de sua passagem pelo clube.
Dentro de campo, Marino ainda busca encontrar seu melhor rendimento com a camisa cruz-maltina. Contratado para reforçar o setor ofensivo, o atacante perdeu espaço na disputa por uma vaga entre os titulares pelo lado direito e soma 18 partidas sem participação direta em gols.
Internamente, existe o entendimento de que o jogador enfrentou dificuldades desde sua chegada ao clube. Fora da melhor condição física, Marino precisou lidar com um processo de adaptação acelerado e foi utilizado antes do período considerado ideal pelos profissionais que acompanhavam sua recuperação e preparação.
Anunciado oficialmente em 27 de janeiro, o colombiano estreou apenas seis dias depois, em 2 de fevereiro. Nos bastidores, a avaliação é de que houve precipitação ao colocá-lo em campo tão rapidamente, cenário semelhante ao vivido pelo atacante Brenner. Ambos chegaram ao CT Moacyr Barbosa após um período prolongado sem atuar devido às férias.
Sem ritmo de jogo e enfrentando oscilações naturais de adaptação, Marino também carregou a responsabilidade de ocupar o espaço deixado por Rayan, um dos principais destaques da equipe. A expectativa do próprio atacante era assumir rapidamente um papel de protagonismo, mas a sequência de fatores dificultou que ele correspondesse ao nível esperado neste primeiro momento.
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